Líder de caminhoneiros diz que nova greve é iminente

Após ser alertado sobre o movimento, Bolsonaro suspendeu reajuste no preço do diesel

O líder dos caminhoneiros Wallace Landim, conhecido como Chorão, disse que caso o reajuste do preço do óleo diesel não fosse suspenso após intervenção do presidente Jair Bolsonaro, a greve da categoria, que ainda corre o risco de ser deflagrada, não teria como ser evitada.

Assim que soube do aumento previsto de 5,7% no combustível, Landim entrou em contato com ministros que alertaram o presidente. A Petrobras, que é uma empresa pública de capital aberto, recuou. Bolsonaro foi criticado e comparado à ex-presidente Dilma Rousseff (PT), por intervir na estatal para segurar preços. Para Chorão, no entanto, a decisão do presidente foi acertada.

“Estão dizendo [que a Petrobras] ‘perdeu R$ 32 bilhões’, mas não é isso. Perdeu não, deixou de ganhar. Então quer dizer, o cara que está ali é um investidor, ele deixou de ganhar. O presidente, no meu ponto de vista, tomou o posicionamento certo porque ele olhou para quem realmente está trabalhando e está sufocado”, disse, em entrevista ao HuffPost.

Para muitos, Bolsonaro se colocou, com a decisão da última semana, na posição de refém dos caminhoneiros. Landim reconhece que uma nova sinalização de aumento do preço do combustível ainda pode, sim, gerar uma greve como a de 2018.

“Estamos sufocados. Vem um aumento desse, o pessoal fica tudo em crise e não tem como segurar [uma greve]”, disse o líder dos caminhoneiros, que tentou uma vaga na Câmara dos Deputados 5 meses após a greve, mas não se elegeu. Segundo ele, o presidente “tem que fazer uns condicionamentos”.

Em maio do ano passado, o País ficou paralisado por 11 dias. O desabastecimento gerou inúmeros transtornos ao País. Além de combustível, faltaram alimentos em supermercados, remédios em hospitais e houve impacto até sobre o tráfego aéreo.

No sábado (13), o ministro Paulo Guedes, da Economia, repreendeu a atitude de Bolsonaro. “O presidente já disse para vocês que ele não era um especialista em economia. Então é possível que alguma coisa tenha acontecido. (…) Ele, ao mesmo tempo, é preocupado com efeitos políticos, estavam falando em greve dos caminhoneiros, então é possível que ele esteja lá tentando manobrar com isso”, disse.

Huffpost

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