Começam as obras de desassoreamento dos lagos do Parque das Nações Indígenas

Tiveram início ontem as obras de recuperação dos lagos do Parque das Nações Indígenas, iniciativa do Governo do Estado em parceria com a Prefeitura de Campo Grande. O desassoreamento dos lagos faz parte das seis ações realizadas pelo Governo do Estado para a revitalização do local, frequentado diariamente por cerca de duas mil pessoas.

Homens e máquinas já estão se movimentando no interior do parque (Foto: Divulgação)

Coincidindo com o período de estiagem, os trabalhos começaram pela retirada de areia do lago menor, na junção dos córregos Prosa e Reveillon, para depois limpar o lago maior. É previsto durante o processo de desassoreamento do lago para retirada de aproximadamente 140 mil metros cúbicos de areia, com a utilização de escavadeiras hidráulicas.

O desassoreamento e recuperação dos lagos de contenção do Parque das Nações Indígenas será realizado por meio de convênio, com o repasse de R$ 1,5 milhão – recursos do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), oriundos de compensação ambiental. Os serviços serão executados pela administração municipal, por meio da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) e têm previsão de até 120 dias para serem concluídos.

Será construído um piscinão no Córrego Reveillon, na esquina das avenidas Mato Grosso e Hiroshima; controle de erosão e recomposição vegetal das margens do Córrego Joaquim Português; e implantação de comporta de regulação do nível do lago tão logo o desassoreamento esteja concluído.

Para evitar que o lago volte a ficar assoreado com o carreamento de areia junto com a enxurrada que desce dos bairros do entorno do Parque dos Poderes, serão executados dois projetos, nos córregos  Reveillon e Manoel  Português, cujas águas formam o lago.

No Reveillon, será implantado  um piscinão, inicialmente projetado para armazenagem de 22 mil metros cúbicos de água. No Manoel Português, o Governo do Estado vai executar obras de controle de erosão e replantio da vegetação nas margens. Os projetos já estão sendo contratados e a licitações devem ocorrer até dezembro de 2019.

Com as intervenções programadas, além de recuperar um  cartão postal da Capital, os lagos terão papel importante no controle de enchentes de afluentes do Córrego Prosa, que  em dias de chuva mais intensa transbordam na região do Shopping Campo Grande.

Terão capacidade para armazenar 65 mil metros cúbicos de água, o equivalente a três vezes a do piscinão que será construído nos altos da Avenida Mato Grosso.

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