Apagão na Venezuela já tem saldo de 15 mortos

Blackouts acontecem desde que o governo estatizou o sistema elétrico

A organização não-governamental (ONG) Codevida, que atua na Venezuela, informou que 15 doentes renais morreram nos últimos dias no país, em decorrência da falta de diálise. O apagão que atingiu o país afetou o funcionamento dos aparelhos. A entidade receia que o número de vítimas aumente.

A ONG acrescentou que a situação das pessoas com insuficiência renal é crítica porque quase todas as unidades de diálise estão paralisadas.

Um apagão atinge Caracas e 22 dos 23 estados venezuelanos desde quinta-feira (7). Segundo a organização, as mortes foram registradas nas regiões de Zulia, Trujillo e Caracas. De acordo com a ONG, 48 crianças dependem de unidade de diálise pediátrica.

No Twitter da organização, o diretor da Codevida, Francisco Valencia, afirmou que há 129 unidades de diálises para atender a 10,2 mil pessoas no país. Ele alertou que faltam energia e luz.

De acordo com Valencia, 2,5 mil doentes renais morreram no país, no período de 2017 e 2018, por várias deficiências que atingem as unidades de diálise.

Rotina

Os apagões fazem parte da rotina do país desde que, em 2007, o governo de Hugo Chávez estatizou todo o sistema de produção e geração de energia. Este apagão, no entanto, é o maior da história.

O fornecimento de energia voltou a alguns lugares no sábado de manhã, mas foi por pouco tempo. O governo não dá informações e nem previsão de quando vai normalizar o fornecimento.

O deputado opositor Carlos Valero declarou à agência “EF” que mais de 80% do país continuam às escuras. Um transformado explodiu em uma siderúrgica, consequência da variação da corrente elétrica no país.

A maioria dos postos de combustíveis não funciona; ônibus e metrôs estão parados. O tráfego aéreo no país está totalmente paralisado e há relatos de pessoas dormindo nos aeroportos há duas noites. A situação nos hospitais é caótica, com dezenas de mortes.

Segundo uma empresa que monitora a internet, 96% dos venezuelanos estão sem acesso à rede.

O vice-presidente da Venezuela, Diosdado Cabello, disse que apenas dos seis dos 23 estados continuam sem energia.

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