Congresso do Chile aprova lei de gratuidade do ensino superior

O Congresso do Chile aprovou em último debate, a lei do ensino superior que estabelece gratuidade universal, uma decisão que o governo da presidente Michelle Bachelet classificou de “histórica” e um dos projetos emblemáticos de sua gestão. A informação é da Agência EFE.

Com 102 votos a favor e apenas duas abstenções, a Câmara dos Deputados – o último trâmite antes de ser promulgada – aprovou a lei que garante a gratuidade do ensino superior no país para 17,5 milhões de habitantes.

A porta-voz do governo, Paula Narváez, disse que é “uma boa notícia para as famílias chilenas, para milhares de jovens que hoje, no Chile, têm garantido e reconhecido a educação como um direito”.

Ela acrescentou que “o governo da presidente Bachelet passará para a história por muitos temas, mas principalmente por essa conquista no ensino superior”.

Paula Narváez afirmou aos jornalistas que a lei “dá tranquilidade aos jovens para que seus talentos, suas capacidades, sua inteligência possam se desenvolver em um Estado que lhes dá oportunidades”.

A presidente Michelle Bachelet escreveu no Twitter que a Lei das Universidades Estatais, aprovada no Congresso, que fortalece sua gestão institucional, devolve ao Estado o papel principal de assegurar um ensino superior público de qualidade. “Cumprimos nossa promessa!”.

A educação universitária no Chile foi gratuita até 1981, quando a ditadura de Augusto Pinochet simplificou os requisitos para a criação de universidades privadas, que se multiplicaram, em um esquema de mercado e no qual elas tinham liberdade para fixar o valor de suas matrículas.

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