Juiz mantém condenação de vereador que abriu garrafa de cerveja a tiro

Parlamentar vai cumprir pena de 3,6 anos de prisão em regime semiaberto

O juiz Rodrigo Barbosa Sanches, de Ivinhema, rejeitou os embargos apresentados pelo vereador Juliano Barros Donato, o Juliano Ferro (PR), e manteve a condenação do parlamentar que ficou conhecido nacionalmente pelas redes sociais ao ser filmado abrindo uma garrafa de cerveja com tiro de pistola. Dessa forma, ele terá que cumprir a pena de 3,6 anos de prisão em regime semiaberto.

O vereador Juliano Barros Donato, o Juliano Ferro (Foto: Divulgação)

De acordo com os autos, no dia 1º de março de 2015 o vereador promovia festa entre amigos em sua chácara, em Ivinhema, onde era grande o consumo de bebida alcoólica. Em dado momento Juliano Ferro voltou do interior da residência empunhando uma pistola calibre .380. Ele então pegou uma garrafa de cerveja, ergueu-a acima da cabeça e encostou o cano da arma sob a borda da tampa.

Foi então que ele retirou a tampa da garrafa com o disparo da arma, se vangloriando do “feito”, filmado por um dos amigos que estava na festa.

“Aqui, todo mundo fica falando que abre garrafa aí, é com tiro, com pneu de moto, o diabo. Eu vou mostra por ceis que aqui no Mato Grosso do Sul, na cidade de Ivinhema, nóis abre cerveja é assim, de trezentos e oitenta, vinte e um tiros… Engatilhando… Caraí, já quase corto meu dedo… E é mais ou menos assim ó, nóis ponha o bagulho aqui ó, e mete o dedo….(no momento do disparo, outro indivíduo de aproxima e lhe entrega um copo). Ao trem doido! Bebe aí meu companheiro! Esse negócio de arrancar tampinha é prós fraco! Nóis bebe cerveja é com caco de vidro e tudo!”, comemorou Juliano logo após o disparo.

Para azar do vereador, o filme com a façanha acabou viralizando em grupos de WhatsApp e foi parar nas mãos da polícia, que instaurou inquérito para apurar os fatos.

Juliano Barbosa foi indiciado e posteriormente denunciado pelo Ministério Público, acabando por ser processado e condenado pelo juiz Rodrigo Barbosa Sanches, de Ivinhema, a 3 anos e 6 meses de prisão, além do pagamento de 24 dias-multa, pena a ser inicialmente cumprida em regime semiaberto, pela prática do crime de posse ilegal de arma de fogo de uso permitido e disparo de arma de fogo.

Inconformado com a sentença, Juliano Donato apresentou por meio de seus advogados embargos de declaração, com o objetivo de esclarecer eventual omissão, contradição ou obscuridade na decisão judicial.

Nenhum dos argumentos e pedidos apresentados foram acatados pelo juiz Rodrigo Barbosa Sanches, que não recebeu os embargos, classificando-os ainda como “iniciativa meramente protelatória”, devendo agora o réu cumprir a sentença na integralidade.

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