Presos suspeitos de envolvimento na morte de Marielle

Operação do Gaeco visa cumprir 13 mandados de prisão preventiva

Quase um ano após o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marille Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes,o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro prendeu ao menos cinco suspeitos de envolvimento no crime.

A operação, batizada de Os Intocáveis, visa cumprir 13 mandados de prisão preventiva, além de busca e apreensão para coibir a prática de grilagem de terras da mais antiga milícia do Rio de Janeiro, que atua na região de Rio das Pedras, zona oeste da cidade.

As ações foram acompanhadas pela promotora do Gaeco Letícia Emili, responsável pelo caso de Marielle .

Cinco pessoas já foram detidas, entre elas, o major da Polícia Militar Ronald Paulo Alves Pereira, Maurício Silva da Costa, tenente reformado da PM e apontado como chefe da milícia e Adriano Magalhães da Nóbrega, ex-capitão do Bope. As informações são do jornal O Dia.

O combate à grilagem de terras por parte de Marielle já foi apontado como um provável motivo para a morte da parlamentar.

“Ela estava lidando em determinada área do Rio controlada por milicianos, onde interesses econômicos de toda ordem são colocados em jogo. No momento em que determinada liderança política, membro do legislativo, começa a questionar as relações que se estabelecem naquela comunidade, afeta os interesses daqueles grupos criminosos”, disse o então secretário de Segurança Pública do Rio, general Richard Nunes, em dezembro do ano passado.

Ainda de acordo com a investigação, suspeita-se que dois dos alvos de prisão comandem o chamado Escritório do Crime, braço armado da milícia, especializado em assassinatos por encomenda. A polícia trabalha com a linha de investigação de que o grupo é responsável pela execução da morte da vereadora.

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