Temer diz estar satisfeito por ter votado em Bolsonaro

“Ele dá sequência ao que eu fiz em meu governo”, afirmou o ex-presidente

Michel Temer votou em Jair Bolsonaro nas eleições de 2018 e está satisfeito com a escolha. A afirmação foi feita pelo ex-presidente em entrevista publicada pelo jornal Estado de S. Paulo. A preferência por Bolsonaro veio apenas no segundo turno, quando o emedebista negou-se a votar em Fernando Haddad por causa das críticas que recebeu do candidato petista.

“Acabei votando nele por uma razão. Eu recebia muitas críticas indevidas da outra candidatura Votei em quem não falou mal do meu governo”, disse Temer.

Temer e Bolsonaro na posse do segundo em janeiro de 2019 (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

Investigado por peculato e lavagem de dinheiro, o ex-presidente foi preso e solto duas vezes durante o primeiro semestre de 2019. Em liberdade desde o dia 14 de maio, ele optou pela discrição e está escrevendo um romance de ficção.

Satisfeito

De qualquer maneira, Temer continua ligado nos acontecimentos políticos, e está feliz com alguns pontos do governo Bolsonaro, muito disso por avaliar que o atual presidente está dando sequência ao que foi feito durante seu mandato, entre 2016 a 2018, após o impeachment de Dilma Rousseff.

“O governo vai indo bem porque está dando sequência ao que fiz. Peguei uma estrada esburacada. O PIB estava negativo 4%. Um ano e sete meses depois o PIB estava positivo 1.1%, além da queda da inflação e da recuperação das estatais. Entreguei uma estrada asfaltada. O governo Bolsonaro, diferente do que é comum em outros governos que invalidam o anterior, deu sequência. Bolsonaro está dando sequência ao que eu fiz”, afirmou.

Crítica

Nem todas as decisões do presidente, no entanto, agradam seu antecessor. O novo excludente de ilicitude, uma das bandeiras do atual governo, é visto de maneira crítica por Michel Temer, que faz coro ao argumento de que o parágrafo adicionado pelo pacote anticrimes pode estimular a violência policial.

“Eu não sou a favor. No autoritarismo se dizia que o medo não era do ministro, mas do guarda da esquina. O excludente de ilicitude pode entusiasmar uma espécie de ação policial. Isso passa por uma área de subjetividade muito grande. E a subjetividade é a negação da segurança jurídica”, avaliou o emedebista.

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