Enfermeiros da Santa Casa entram em greve

Paralisação segue até que o hospital pague integralmente o 13º salário

A eterna falta de dinheiro alegada pela diretoria da Santa Casa volta mais uma vez a colocar em evidência o maior hospital do Estado. Dessa vez, por não terem recebido parte do 13º salário, enfermeiros entraram em greve na tarde de hoje. A diretoria da Associação Beneficente de Campo Grande, que administra o complexo, alega que o repasse de dinheiro do município está atrasado.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (Siems), os profissionais ainda não receberam 40% do 13° salário. Na segunda-feira passada, de acordo com o site de notícias Midiamax, o presidente do sindicato, Lázaro Santana, informou que o hospital havia pago 60% do valor e que parcelaria o restante. “O sindicato não aceitou a proposta”, relatou.

Greve teve início hoje e só acaba quando hospital pagar 13º salário integralmente (Foto: Divulgação)

Com a paralisação, 70% do efetivo deixa de atender nas enfermarias, informou Sebastião Rojas, diretor de finanças do sindicato. “Nos setores mais críticos como o pronto-socorro, UTI e enfermarias de cuidados intermediários, mantivemos 50% do pessoal”, informou. Segundo ele, não pela direção do hospital previsão de quando o restante do 13° será pago.

“O 13° é uma gratificação natalina, mas a maioria utiliza para pagar as despesas no início do ano, como IPVA, IPTU e todos os profissionais não estão conseguindo cumprir com as obrigações. Estamos confiantes de que o movimento venha a surtir efeito e chegue aos ouvidos do poder público”, informou.

Por sua vez, a assessoria de imprensa da Santa Casa informou que 74% do 13° já foi pago e estão faltando 2 parcelas.

“Ficaram faltando duas parcelas e a gente propôs para os próximos vencimentos, com a condição de que se entrar dinheiro, a gente adianta o pagamento. É o que o hospital pode fazer, estamos aguardando o repasse de R$ 24 milhões para a Unidade do Trauma, desde outubro do ano passado e ninguém pagou nada até hoje. Saúde não tem preço, mas tem custo”, informou a assessoria.

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