Ex-governadores do DF são presos pela Polícia Federal

Prisões ocorreram por conta de atos de corrupção detectados na construção do Estádio Mané Garrincha

Os ex-governadores do Distrito Federal José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT) foram presos na manhã de hoje em operações da Polícia Federal. Eles teriam ligação com um esquema que superfaturou o valor das obras do estádio Mané Garrincha, usado na Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016, em mais de R$ 900 milhões.

O assessor especial da Presidência da República, Tadeu Filippelli, também foi preso. Ele foi vice-governador na gestão de Agnelo e é presidente do diretório do PMDB no DF. Os três são alvos de mandados de prisão temporária (com prazo de cinco dias).

“Orçadas em cerca de R$ 690 milhões, as obras no estádio, que é presença marcante na paisagem da cidade, custaram ao fim, em 2014, R$ 1,575 Bilhão. O superfaturamento, portanto, pode ter chegado a quase R$ 900 milhões”, diz a PF em nota. O Mané Garrincha foi o estádio mais caro da Copa.

A Polícia Federal justificou os pedidos de prisões pela “existência dos fatos criminosos, a produção de prova pericial”. Os investigadores ainda citam “a prática sistemática e habitual dos crimes de corrupção”, além da “associação criminosa e lavagem de dinheiro estendida ao longo dos anos e dos governos do Distrito Federal”.

A liberdade deles geraria “riscos à ordem pública”, na visão da PF. “[Eles] podem empreender novas operações de lavagem de dinheiro, dissipar ativos, e efetuar tratativas visando a macular e a destruir provas, e movimentar contas bancárias ainda não identificadas”.

Outro fator que motivou as detenções é o prejuízo de quase R$ 1,3 bilhão que construção do estádio rendeu à Terracap, estatal utilizada para financiar a reforma do estádio, segundo a PF.

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