Já são 9 os mortos em rompimento de barragem

Aldeia pataxó foi evacuada por causa do acidente

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais registrou, até o início da madrugada de hoje nove mortes em decorrência do rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Vale no município de Brumadinho. O último balanço da corporação informa ainda o resgate de nove pessoas retiradas com vida da lama de rejeitos e de cerca de 100 pessoas que estavam ilhadas.

A mineradora divulgou, na manhã de hoje, uma lista com os nomes das pessoas que não fizeram contato desde o rompimento da barragem. Mais de 400 pessoas, entre funcionários do quadro e terceirizados, integram o levantamento da mineradora.

Cenário do desastre em Brumadinho, Minas Gerais (Foto:  Reuters/Washington Alves)

De acordo com a empresa, a lista está sendo atualizada constantemente, conforme as pessoas são localizadas. “Se o seu nome está na lista, favor entrar em contato com a nossa ouvidoria para comunicar”, pediu a mineradora em comunicado. O telefone para atendimento é o 0800 821 500.

Uma aldeia Pataxó Hã-hã-hãe precisou ser evacuada após o rompimento da barragem. De acordo com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), as 25 famílias que vivem na aldeia Naô Xohã foram levadas para a parte mais alta do município de São Joaquim de Bicas, onde está localizada a comunidade.

Por meio de nota, o Cimi informou que Brumadinho, São Joaquim de Bicas e Mário Campos formam um conjunto de cidades cortadas pelo Rio Paraopeba, atingido pela lama de rejeitos da barragem por volta das 15h50 de ontem (25). A aldeia evacuada fica na margem do rio, de onde os Pataxó Hã-hã-hãe retiram sua subsistência.

Casa foi engolida pela lama após o rompimento da barragem (Foto: Reuters/Washington Alves)

Acidente se repete

No comunicado, o Cimi lembrou que, há três anos, a barragem de Fundão, em Mariana (MG), se rompia, devastando a bacia do Vale do Rio Doce, deixando 19 mortos e centenas de desalojados. Os rejeitos chegaram até a foz do Rio Doce, no Espírito Santo. Cerca de 126 famílias do povo Krenak vivem espalhadas em sete aldeias às margens do Rio Doce.

“Antes do desastre de Fundão, pescavam, caçavam e viviam abastecidos pela água do rio. Com a poluição gerada pela lama de rejeitos, os Krenak se veem hoje dependentes de recursos estatais e da alimentação comprada em supermercados. Não podem plantar, os animais desapareceram da região e o rio segue inutilizável, em um processo de recuperação que pode levar mais de uma década.”

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