Marquinhos Trad reforça indústria da multa com oito novos radares fixos

Arrecadação com os equipamentos deve se manter nos níveis de 2020, apesar da crise provocada pelo coronavírus

Apesar das dificuldades enfrentadas pela população por conta da estagnação econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus, o prefeito Marquinhos Trad vai reforçar a indústria da multa em Campo Grande. A partir do dia 21 de janeiro, oito novos radares fixos passarão a punir motoristas que trafegarem em velocidade acima dos 30 e 50 quilômetros por hora estabelecida pelos equipamentos.

A opção pela ampliação das fontes de receita para a prefeitura por meio do aumento de radares não causa qualquer surpresa aos motoristas campo-grandenses, já familiarizados com a sanha arrecadatória do prefeito Marquinhos Trad. Em 2020, o município arrecadou, em média, R$ 8 milhões por mês com autos de infração de trânsito, principalmente aplicados por meio eletrônico. Foram ativados no ano passado 71 radares.

Radares garantiram arrecadação milionária á prefeitura em 2020 (Foto: divulgação/PMCG)

Multas a partir do dia 21

 As informações sobre a ativação dos novos radares fixos foram confirmadas ontem pelo diretor-presidente da Agetran, Janine de Lima Bruno. Faixas foram instaladas nos locais onde os equipamentos já estão em funcionamento, mas que aplicarão as multas apenas a partir do dia 21 de janeiro.

A velocidade máxima de 30 quilômetros por hora será medida por três radares, dois deles na Avenida Júlio de Castilho e um na Rua Alegrete. Já o limite máximo de 50 quilômetros por hora será monitorados por dois equipamentos instalados na Avenida Manoel da Costa Lima, dois na Avenida Prefeito Heráclito de Figueiredo e um na Avenida Duque de Caxias.

“Normalidade”

Segundo informou Janine de Lima ao site de notícias Campo Grande News, os equipamentos já haviam sido instalados no ano passado, porém por causa da pandemia, não foram ligados. “Na época estava tudo parado, então não foi ligado. A doença não acabou, mas a cidade agora está funcionando normalmente”, disse.

Janine ainda lembrou que 2021 começou violento. “Em 10 dias foram 4 mortes. O ano começou violento e esses equipamentos são necessários”, arrematou.

Necessidade questionada

De fato, até o dia de ontem, 11 de janeiro, quatro acidentes com vítimas fatais foram registrados na Capital. No entanto, nenhum deles ocorreu nos oito pontos escolhidos pela Agetran para receber as novas arapucas eletrônicas, o que derruba o discurso de Janine Bruno.

Pedro Henrique Correia Manus morreu no dia 4 de janeiro quando perdeu o controle e caiu sozinho da motocicleta que pilotava pela Rua Nossa Senhora das Mercês, na esquina com a Rua João Tessitore, no Bairro Manoel da Costa Lima.

No dia seguinte, 8 de janeiro, Diderot Silva Pinto estava na garupa de uma moto que colidiu na traseira de um Ford EcoSport que estava parado na Avenida Afonso Pena, no Bairro Amambaí, no sinal fechado. A vítima, de 77 anos, foi arremessada da moto e morreu.

No dia 9 de janeiro, William Rodrigues colidiu a moto que pilotava em um muro na Rua das Balsas, esquina com a Rua Franjinha, no Bairro Estrela do Sul. Na mesma data, Marcos Santos da Costa morreu ao ter o lado esquerdo do carro que dirigia atingido por outro veículo na Avenida Salgado Filho, esquina com a Rua Guia Lopes. Não se sabe qual dos motoristas avançou o sinal vermelho.

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