“Infelizmente Constituição não permite perpétua”, diz Bolsonaro contra Drauzio

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) usou as redes sociais para atacar o médico Drauzio Varella e a Rede Globo. As críticas aconteceram após a transmissão de uma reportagem que mostrava a rotina das mulheres trans que cumprem pena em presídios masculinos, apresentada no programa Fantástico.

“Enquanto a Globo tratava um criminoso como vítima, omitia os crimes por ele praticados: estupro e assassinato de uma criança”, disse Bolsonaro. “Infelizmente a Constituição não permite prisão perpétua para crimes tão cruéis”. O presidente também disse que graças à internet livre, o povo não é mais refém de manipulações.

O texto da publicação está acompanhado de uma imagem que se reporta à uma mulher trans no masculino, com os dizeres: “Isso a Globo não mostra: trans abraçado pelo Dr. Drauzio no fantástico estuprou e matou menino de 9 anos. Reportagem ainda disse que ele foi abandonado pela família, mas não menciona a possível tentativa de estupro a um sobrinho”.

No programa, Drauzio entrevistou Suzy, uma mulher transexual. Ela disse que estava no local há oito anos, sem receber visitas. “Muita solidão, não é minha filha”, respondeu o médico, seguido de um abraço na detenta.

Em defesa às críticas que tem recebido, Drauzio disse que não procura perguntar os crimes cometidos por seus pacientes. “Sou médico, não juiz”. Ele é um dos médicos mais conhecidos do país e frequenta presídios há mais de 30 anos. O Carandiru está entre as unidades em que ele atuou como voluntário.

“Em todos os lugares em que pratico a Medicina, seja no meu consultório ou nas penitenciárias, não pergunto sobre o que meus pacientes possam ter feito de errado. Sigo essa conduta para que meu julgamento pessoal não me impeça de cumprir o juramento que fiz ao me tornar médico. No meu trabalho na televisão, sigo os mesmos princípios”, esclareceu.

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