“Bolsonaristas fascistóides”, diz ministro sobre agressores

Ontem, dois homens que ameaçavam juízes foram presos em Brasília

Por meio de mensagens anônimas na internet, usuários estão ameaçando os juízes dos tribunais de Brasília nos últimos dias. Alguns magistrados, inclusive, são ameaçados de morte. Os acontecimentos foram alvo de crítica do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Celso de Mello, que chamou os autores das mensagens de “bolsonaristas fascistóides , além de covardes e ignorantes”. A informação é da coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo. 

Celso de Mello não chegou a receber os conteúdos, mas, ao ser questionado sobre o que diziam mensagens, afirmou ainda que os remetentes “revelam, com tais ameaças, a sua face criminosa, própria de quem abomina a liberdade e ultraja os signos da democracia”.

A descoberta das ameaças enviadas aos juízes foi revelada pelo jornal Correio Brasiliense. O teor inclui expressões como “matar em legítima defesa”, uma vez que  será “decretado” um Estado de Sítio no país sob o “comando do general Braga Netto”, ministro da Casa Civil. A investigação sobre as mensagens já foi requerida pelo próprio Braga Netto. 

Prisões

Ontem operação da Polícia Civil do Distrito Federal cumpriu dois mandados de prisão por ameaças de morte feitas de um condomínio de luxo à beira do Lago Paranoá, no Distrito Federal.

Segundo investigações, as duas pessoas presas, que não tiveram identidade revelada, seriam responsáveis por ameaças de morte a juízes, promotores e procuradores em um e-mail com o título “sentença de morte aos traidores da pátria”.

“Convocamos a população a matar em legítima defesa de si mesmo e da pátria”, diz trecho do e-mail, que pedia também a morte de deputados, prefeitos, vereadores, parentes, filhos, netos e amigos deles.

Pen drive com ameaças encontrado pela polícia no local (Foto: Divulgação)

Os homens presos têm 40 e 79 anos. Na casa deles foram encontrados cartazes com a imagem de uma “queda de braço” entre Jesus Cristo e o demônio sob uma frase de “comando da intervenção” e um pendrive com a frase “Matar juízes. Matar todos” escrita.

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