Dono do Shopping China vira réu na Operação Lava Jato

O ex-presidente do Paraguai, Horacio Cartes, também será processado criminalmente pela Justiça Federal

O empresário Felipe Cogorno Alvares, dono do Shopping China, localizado na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Mato Grosso do Sul, virou réu após ter sido indicado pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. Além dele, outras 16 pessoas responderão a processo por evasão de divisas, lavagem de dinheiro, organização criminosa e formação de quadrilha.

O juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, aceitou denúncia formulada pelo Ministério Público Federal, que apontou a existência de quadrilha na qual era também integrante Dario Messer, conhecido como o “doleiro dos doleiros”. De acordo com Bretas, autoria e materialidade dos crimes foram minimamente delineadas.

“O que se afere do teor da documentação que instrui a exordial, razão pela qual considero haver justa causa para o prosseguimento da ação penal”, diz o juiz na decisão. Os réus são investigados no âmbito da Operação “Câmbio, Desligo”, fase da Lava Jato no Rio deflagrada em maio de 2018 com a expedição dos mandados de prisão de 50 doleiros, dentre eles Dario Messer, o “doleiro dos doleiros”, e da Operação Patrón, que mirou, entre outros, o ex-presidente paraguaio.

As investigações identificaram que Messer ocultou cerca de 20 milhões de dólares. Desse montante, mais de US$ 17 milhões teriam sido alocados em um banco nas Bahamas e o restante pulverizado no Paraguai entre doleiros, casas de câmbio, empresários, políticos e uma advogada.

Dono do Shopping China teria ocultado 500 mil dólares do doleiro. Decisão de Bretas diz que, em junho de 2018, quando estava foragido, Messer mandou uma carta ao ex-presidente do Paraguai pedindo o valor para cobrir gastos jurídicos.

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