STF é a última esperança de André para sair da cadeia

Ex-governador está preso no Centro de Triagem em Campo Grande desde o dia 20 de julho

Advogados do ex-governador André Puccinelli correm contra o tempo para tirar o político da cadeia antes do dia 4 de agosto, data da convenção do partido. A não concessão de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça no final da tarde de ontem contrariou as expectativas dos emedebistas, que esperavam ver Puccinelli solto para a finalização dos acordos eleitorais e resgate dos partidos que já ameaçam abandonar o baro. Na manhã de hoje, novo pedido de soltura foi protocolado no STF.

Em nota à imprensa distribuída ontem, o MDB diz que seus membros “continuam firme com o projeto da candidatura de André a governador” e reitera a realização de sua convenção no dia 4 (sábado) de agosto, quando devem ser lançadas as candidaturas e confirmadas as alianças. Sobre os novos recursos jurídicos, os advogados do partido preferiram não adiantar detalhes, mas asseguraram que são medidas cujos resultados podem ser anunciados já nos próximos dias.

Ontem, o ministro do Superior Tribunal de Justiça Humberto Martins negou habeas corpus em favor do ex-governador André Puccinelli. Por conta da decisão, juntamente com o filho André Puccinelli Júnior e o advogado João Paulo Calves, ele continuará preso por tempo indeterminado no Centro de Triagem de Campo Grande.

Os três são réus por lavagem e desvio de dinheiro e já tinham sido presos pela PF em 2017 na Operação Lama Asfáltica. Na ocasião, eles conseguiram a liberação no dia seguinte. As prisões ocorridas no dia 20 de julho passado foram determinadas, conforme a polícia, por conta de novas provas envolvendo a Ícone, empresa de cursos jurídicos de Puccinelli Júnior.

A prisão foi decretada pelo juiz Bruno Cezar da Cunha Teixeira, que ao longo de 132 páginas acatou argumentos do MPF (Ministério Público Federal) e das apurações da Polícia Federal para determinar o encarceramento para a garantia da ordem pública. Os advogados Renê Siufi e André Borges entraram com pedido de habeas corpus no TRF3, mas a medida foi negada pelo desembargador Maurício Kato, da 5ª Turma. Ontem, novo recurso foi negado pelo ministro Humberto Martins, do STJ.

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