CPI da Covid deve começar por falta de vacinas e tratamento precoce

A CPI da Covid pretende iniciar os trabalhos com Eduardo Pazuello e a demora do governo federal em comprar vacinas. As informações são da revista Crusoé desta semana. Senadores devem se concentrar, em particular, na recusa de Jair Bolsonaro em comprar 70 milhões de doses da vacina da Pfizer, em agosto de 2020, e a ordem dada ao ministro da Saúde para suspender a compra de 46 milhões de doses da Coronavac, em outubro.

Governo Federal será alvo de CPI devido à sua conduta durante a pandemia. (Foto: Reprodução internet)

Davi Tangerino, professor da Escola de Direito de FGV São Paulo e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, disse para a revista:

“De todas as omissões do presidente na pandemia, o fato que caracteriza de forma mais objetiva o crime de responsabilidade é a recusa na compra de vacinas. Havia um horizonte político óbvio de antagonismo com o governador de São Paulo, João Doria, e o presidente abriu mão de comprar imunizantes alimentado por uma rivalidade política, o que é ainda mais grave.”

Onze senadores já confirmaram titularidade na CPI da Covid determinada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). A Comissão Parlamentar de Inquérito investigará ações e omissões do governo no enfrentamento da pandemia e o colapso da saúde do Estado do Amazonas no começo de 2021.

Os mais cotados para assumir a presidência da CPI são os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Omar Aziz (PSD-AM). Crítico recorrente do presidente Jair Bolsonaro, Calheiros é mais cotado para a relatoria, mas pode assumir a presidência da CPI se o partido abrir mão da vaga. Já Omar Aziz faz críticas pontuais sobre o combate à pandemia, mas alega que a CPI “não será para crucificar ninguém”.

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