Governador destaca importância do crédito do FCO e avalia novas medidas econômicas

Entre as medidas econômicas adotadas para reduzir o impacto da pandemia do coronavírus e evitar demissões está a abertura de uma linha de crédito especial do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) para empresários. O governador Reinaldo Azambuja destacou a importância de ações como essa e afirmou que o Governo de Mato Grosso do Sul avalia a flexibilização de alguns pagamentos de setores mais impactados pela Covid-19, mas que isso depende de um auxílio federal.

“O Governo do Estado está analisando algumas medidas. Se nós tivermos o apoio do governo federal para contrair algum empréstimo, não tenha dúvida de que vamos olhar a flexibilização de alguns pagamentos e postergar pagamentos de alguns setores que são os mais impactados também em Mato Grosso do Sul. Só estamos aguardando essa decisão dessa linha de crédito que o governo federal está para abrir para todos os estados brasileiros”, afirmou Reinaldo Azambuja, em entrevista ao SBT MS.

O governador sul-mato-grossense lembrou que fez o pedido da linha de crédito ao ministro Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e ao presidente Jair Bolsonaro. “Queremos que esse dinheiro chegue rápido para todos os empresários. Já estão autorizadas as linhas de crédito do FCO, sem burocracia, para que a gente possa ter micro e pequeno empreendedor com esse benefício”.

A nova linha de crédito, que vai utilizar os recursos disponíveis para o FCO não rural, poderá ser utilizada para capital de giro, em despesas de custeio, como salários. A taxa de juros será de 2,5% ao ano, com 24 meses para pagamento e carência até dezembro de 2020.

A resolução também suspende, por até 12 meses, as parcelas vencidas e vincendas até 31 de dezembro de 2020, dos contratantes do FCO empresarial. A medida vale para os que estão adimplentes ou com atraso de até 90 dias.

O governador Reinaldo Azambuja tem tomado diversas medidas para reduzir o impacto da pandemia na economia, principalmente para a população mais vulnerável. Ele aumentou o valor do Vale Renda, suspendeu o vencimento das prestações dos contratos de programas habitacionais, isentou do pagamento quem tem a tarifa social de água e proibiu os cortes desse serviço e do gás natural por 90 dias, entre muitas outras decisões.

Salário dos servidores

Mesmo com as perdas de arrecadação por conta do novo coronavírus, o governador Reinaldo Azambuja reafirmou ainda o compromisso de priorizar a manutenção dos serviços essenciais e o pagamento dos servidores públicos ativos e inativos de Mato Grosso do Sul. Ele disse ter obrigação com o funcionalismo e lembrou que o pagamento dos salários impacta diretamente na economia.

“Eu tenho uma enorme responsabilidade porque são 81 mil servidores ativos e inativos. Eu pergunto: qual empresa em Mato Grosso do Sul tem 81 mil servidores? Nenhuma. [O governo estadual] É uma empresa do povo sul-mato-grossense. O governo pertence ao povo e nós precisamos garantir o pagamento dos servidores e pagar os fornecedores”, afirmou, em entrevista à rádio FM Difusora Pantanal.

Reinaldo Azambuja lembrou ainda que 17 estados brasileiros não estavam conseguindo pagar os salários em dia, mesmo antes da pandemia, mas que Mato Grosso do Sul tomou medidas duras e impopulares para, de forma responsável, cumprir os compromissos.

O Governo do Estado estima prejuízo de R$ 1,5 bilhão na receita de Mato Grosso do Sul por conta da pandemia. A queda na arrecadação já vem acontecendo de forma vertiginosa. “Caiu drasticamente [a arrecadação]. Tive reunião ontem à tarde (7.4) na Secretaria de Fazenda. Eu dou exemplo para você: combustível caiu 60% o consumo nos últimos 15 dias em Mato Grosso do Sul. As vendas no varejo, que são as do pequeno mercado, comércio ou supermercado, caíram 50%. A inadimplência no setor de energia elétrica está enorme. Isso impacta diretamente, logicamente, nas receitas”, explicou.

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