Taxas de distanciamento social estagnaram e casos de covid-19 disparam em MS

Cada 10 pessoas infectadas no Estado transmitirão o vírus para ao menos outras 30, apontam estatística da PUC-Rio

Os medidores de distanciamento social mapeados em Mato Grosso do Sul seguem estagnados, registrando os mesmos índices há dias, com taxas no mesmo patamar dos dias normais antes de a pandemia chegar ao Estado. No ranking das unidades da federação de ontem, 27, MS aparece empatado com o vizinho Mato Grosso (MT) com taxa de isolamento social de 37,4%, na 25° posição.

O índice segue na contramão do cenário considerado ideal por autoridades mundiais de saúde para reduzir a velocidade do contágio do vírus.  Se o isolamento social modelo é de 70%, a movimentação nas ruas deveria ser de apenas 30%, mas não é isso que vem ocorrendo, e o Estado tem anunciado uma média diária de 80 novos casos nos últimos cinco dias.

Nos municípios mapeados no interior do Estado a taxa de recolhimento para a quarta-feira foi de 28,6% (Sonora) a 56,7% (Taquarussu). Nem as cidades com maior incidência de casos confirmados do novo coronavírus tem atingido boas taxas de isolamento: Campo Grande (36,5%), Guia Lopes da Laguna (36,9%), Dourados (40,7%), Três Lagoas (41,7%) e Fátima do Sul (45,6%). Confira aqui a relação completa das cidades.

O reflexo da baixa adesão ao isolamento social já pode ser verificado nos números. Com 76 novos exames positivos nesta quinta-feira (28.5), os casos confirmados da Covid-19 já somam 1.262 conforme boletim epidemiológico atualizado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Com o crescimento exponencial da doença nos últimos dias, o médico e secretário de saúde, Geraldo Resende, alertou para uma estimativa que indica que a cada 10 pessoas que tem o vírus, outras 30.8 irão se infectar no Estado.

“O isolamento social, a taxa no estado sempre foi horrível e sempre nos incomodou. E nos tem incomodado principalmente neste momento de expansão da doença aqui no Estado. Quero demostrar nossa preocupação, e pedir, apelar para todos os sul-mato-grossenses que nos ajudem. Os números apontados mostram que podemos não ter mais o controle nos próximos dias”, pontuou.

De acordo com estudos da PUC-Rio, quando se avaliam os índices por estado é possível ter uma radiografia mais fiel do estágio em que a doença se encontra no território. As taxas mais alarmantes de crescimento estão em estados onde a epidemia ainda não avançou tanto, que é o caso de Mato Grosso do Sul.

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