Operação Omertà leva delegado de polícia e ex-deputado para a prisão

O conselheiro do TCE Jerson Domingos e o delegado Márcio Shiro Obara foram presos na manhã de hoje

Desdobramento da Operação Omertà, do Gaeco, que levou para a cadeia o empresário Jamil Name e o filho dele, Jamil Name Filho, o Jamilzinho, além de inúmeras outras pessoas, levou para a cadeia na manhã de hoje delegado de polícia, agente, outros empresários e até o ex-presidente da Assembleia Legislativa e atual conselheiro do Tribunal de Contas Jerson Domingos.

O conselheiro do TCE/MS Jerson Domingos (Foto: Arquivo)

Foi preso hoje, além de Jerson Domingos, o delegado Márcio Shiro Obara, ex-titular da DEH (Delegacia Especializada de Homicídios), que estava sendo investigado na primeira fase da Omertà por receber propina no valor de R$ 100 mil depois do assassinato do policial da reserva e chefe da segurança da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Ilson Figueiredo, em junho de 2018.

Figueiredo teria sido executado em Campo Grande em vingança pela morte de Daniel Alvarez Georges, 43 anos, filho de Fahd Jamil. O chefe de segurança do Legislativo de Mato Grosso do Sul foi acusado de ‘sumir’ com Daniel em maio de 2011 e o corpo nunca foi localizado.

O delegado da Polícia Civil Márcio Shiro Obara (Foto: Arquivo)

Já o  ex-deputado estadual e conselheiro do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado) Jerson Domingos foi preso em uma fazenda em Rio Negro, a 163 quilômetros de Campo Grande.

Também foi preso o sargento da Polícia Militar Rógerio Luis Phelippe, que trabalhava como motorista do deputado estadual Jamilson Name, filho do empresário Jamil Name.

Em Ponta Porã, a 346 quilômetros de Campo Grande, mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em imóveis de Fahd Jamil, empresário que já foi investigado e condenado por narcotráfico, por equipes do Garras e do Gaeco. O filho dele, Flávio Correia Jamil Georges, o “Flavinho”, já está preso.

Já o investigador da DEH Célio Rodrigues Monteiro, conhecido como ‘Manga Rosa’ foi alvo de mandado de busca e apreensão em sua casa, em Campo Grande. Ele está lotado na DGPC (Delegacia Geral da Polícia Civil) e faz parte do Conselho Fiscal do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul).

Veja a lista contra os quais foram expedidos mandados judiciais

Benevides Cândido Pereira (Benê)

Célio Rodrigues Monteiro (Manga Rosa)

Cinthya Name Belli

Davison Ferreira de Farias Campos

Everaldo Monteiro de Assis (Jabá)

Fahd Jamil (Fuad)

Flávio Correia Jamil Georges (Flavinho)

Frederico Maldonado Arruda (Fred)

Jamil Name (JN ou Velho)

Jamil Name Filho (Jamilzinho ou Guri)

Jerson Domingos

Lucas Silva Costa (Lukinhas)

Lucimar Calixto Ribeiro (Mazinho)

Marcio Shiro Obara

Marco Monteoliva

Melciades Aldana (Mariscal)

Paulo Henrique Malaquias de Souza

Rodrigo Betzkowski de Paula Leite (Rodrigo Patron)

Rogério Luiz Phelippe

Thyago Machado Abdulahad

A operação

A força-tarefa coordenada pelo Garras e Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) investiga organização criminosa atuante na prática dos crimes de homicídio, milícia armada, corrupção ativa e passiva.

Tudo começou com a prisão do então guarda municipal, Marcelo Rios, com um arsenal em maio de 2019, em Campo Grande. A suspeita era que o armamento de grosso calibre havia sido usado em pelo menos três execuções na Capital. Rios também está preso acusado de integrar a milícia.

Apontados pela investigação como chefes do que a investigação classifica como grupo de extermínio, Jamil Name e o filho Jamilzinho foram presos no dia 27 de setembro e até hoje estão no presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Nesta nova fase da operação, os dois tiveram prisão preventiva novamente decretada.

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