Acusado de importunação sexual, deputado diz ter feito “gentileza” com Isa Penna

O deputado estadual Fernando Cury (Cidadania), acusado de importunação sexual pela deputada Isa Penna (PSOL), depôs nesta quarta-feira no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

O deputado estadual Fernando Cury: ato de “gentileza” (Foto: Divulgação/Alesp)

Cury negou ter assediado a parlamentar, e disse que quis apenas fazer um ato de “gentileza” com o que chamou de “abraço”:

“O abraço que eu dei na deputada Isa Penna foi um gesto que eu quis fazer de gentileza, justamente porque eu ia interromper uma conversa que ela estava tendo com o presidente Cauê Macris”, disse ele.

No dia 16 de dezembro, durante sessão no plenário da Alesp, onde deputados estaduais votavam o orçamento do estado, o deputado do Cidadania foi flagrado abraçando Isa Penna e passando a mão próximo aos seios dela. Nas imagens, é possível vê-la imediatamente tentando afastá-lo.

Deputada Isa Penna foi surpreendida com as mãos do colega na altura de seus seios (Foto: reprodução)

No dia seguinte ao caso, a deputada psolista declarou que registrou boletim de ocorrência e abriu representação no Conselho de Ética, que está em julgamento nesta semana.

“Gesto esse, no meu entendimento, completamente sem maldade, completamente sem segundas intenções, um gesto que não teve qualquer conotação de intenção sexual, mas que a deputada Isa Penna, no seu direito, evidentemente, considerou constrangedor e ofensivo”, completa Fernando Cury, que posteriormente pediu desculpas à deputada e aos colegas.

Penna estava presente na sessão feita de forma online e pediu a palavra ao final:

“Eu não prestei depoimento: faço esse pedido aos colegas. Isso que aconteceu hoje é uma continuação da violência. Peço que eu seja ouvida, interrogada, reforço o pedido de perícia e da oitiva dos deputados, em especial Teonilio Barba (PT), Cauê Macris, Carlão Pignatari (PSDB) e Gilmaci Santos (PRB). Já estou fazendo este requerimento”.

O acusado levou 8 testemunhas de defesa, sete delas mulheres, que foram ao encontro da versão do parlamentar de que não houve importunação sexual.

Agora, o relator do caso, deputado Emidio de Souza (PT), deve elaborar parecer em até 15 dias. Caso seja pela condenação, a matéria será votada em sessão no plenário da Assembleia.

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