Coligações pedem na Justiça cassação da candidatura de Marquinhos Trad

Em vídeo, prefeito condiciona contratação de servidores à sua reeleição no 1º turno

A aparição do prefeito Marquinhos Trad em vídeo no qual ele e a subsecretária de Educação pressionam servidores a reelegê-lo ainda no primeiro turno em troca de novas nomeações poderá resultar na cassação do registro de sua candidatura. Até agora, cinco coligações representaram contra o chefe do Executivo Municipal junto à Justiça Eleitoral requerendo a sua exclusão da disputa. Nas redes sociais, o estrago provocado pelo comportamento do prefeito é visível e deverá refletir nos resultados das próximas pesquisas de avaliação da tendência de voto dos eleitores.

As representações foram protocoladas pelas coligações dos candidatos Marcelo Miglioli (SD), Guto Scarpanti (Novo), Vinícius Siqueira (PSL), Marcelo Bluma (PV) e Esacheu Nascimento (PP). Marquinhos Trad vai responder por abuso de poder político.

De acordo com o que estabelece o art. 22, caput, da LC 64/90, essa situação está configurada quando o agente público, valendo-se de sua condição funcional e em manifesto desvio de finalidade, compromete a igualdade da disputa e a legitimidade do pleito em benefício de sua candidatura ou de terceiros.

O vídeo mostra imagens de reunião realizada no dia 10 de outubro no salão de uma empresa localizada nos altos da Avenida Afonso Pena. Ao contrário do que foi noticiado anteriormente, o encontro mobilizou agentes patrimoniais convidados pelo candidato a vereador Professor Riverton, ex-gestor da Secretaria Municipal de Educação. Além dele e do prefeito, estava no local a subsecretária de Educação Soraia Inácio Campos.

Abuso de poder político

No vídeo, Soraia Campos pressiona os presentes a reelegerem o prefeito ainda no primeiro turno, sob a condição de que caso isso ocorra, já no dia seguinte à eleição seriam convocados mais 519 servidores – supostamente agentes patrimoniais para trabalharem em escolas municipais.

“Até o final do ano nós vamos chamar mais 519 colegas de vocês, que estão aguardando na lista”, diz Soraia.

Logo em seguida ela retoma a paalvra e enfatiza: “Outra coisa. Nós precisamos que este menino aqui [aponta para o prefeito, que está ao seu lado] seja eleito no primeiro turno. Precisa. Porque senão, atrasa a chamada. A gente não tem 15 dias para ficar esperando o segundo turno. A gente quer chamar logo, então tem que ser publicado no dia 16 de novembro lá no Diário Oficial”.

Na sequência, Marquinhos Trad ironiza: “Ué, mas você quer fazer as coisas com tanta coincidência, então ao invés de 519, devia chamar 555”, numa referência ao número de seu partido, o PSD, e do registro de sua candidatura – 55.

Marquinhos Trad e Soraia Campos (à direita, de óculos): abuso de poder político (Foto: PMCG)

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