Com Lula de volta ao páreo eleitoral, PT busca um Posto Ipiranga para 2022

A volta do ex-presidente Lula ao páreo eleitoral após a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) declarar o ex-juiz Sergio Moro suspeito na condução do caso do tríplex do Guarujá fez o PT começar a busca por um nome que possa ser o “Posto Ipiranga” para as eleições de 2022. Essa pessoa seria a responsável por construir o plano econômico de uma eventual candidatura de Lula e também faria a ponte com a classe empresarial. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Fernando Frazão/Agência Brasil)

A alcunha de “Posto Ipiranga” foi criada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em 2018, quando ele ainda era candidato, para se referir a Paulo Guedes , que viria a ser seu ministro da Economia. A aposta foi que a escolha de Guedes e o discurso de que ele seria o braço direito da presidência seria uma boa sinalização para o mercado.

À época a estratégia deu certo e agora o PT quer repeti-la. Em 2002, quem fez esse papel na candidatura de Lula foi o ex-ministro Antonio Palocci, que comandou a Fazenda entre 2003 e 2006, durante o primeiro mandato do petista. Palocci tinha livre acesso aos principais empresários do Brasil e fazia a interlocução do partido com a Faria Lima, avenida em São Paulo que é considerada um grande núcleo financeiro.

Para alguns membros da cúpula do PT, hoje Lula não precisa mais ser apresentado aos empresários. O desafio, na avaliação deles, é fazer uma reaproximação. 

Alguns dos nomes que vêm sendo debatidos pela legenda para essa nova missão são antigos integrantes da equipe econômica nos anos em que o governo foi bem avaliado. Nessa lista de bem cotados estão Bernard Appy, Marcos Lisboa, Murilo Portugal e Henrique Meirelles.

Appy é diretor do Centro de Cidadania Fiscal, que discute a simplificação do sistema tributário brasileiro e o aprimoramento do modelo de gestão fiscal do país. Ele diz que ainda não foi procurado por ninguém do PT.

Marcos Lisboa, atual presidente do Insper, foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda de 2003 a 2005. O nome dele foi cogitado como uma opção do PT no final do mês passado, mas ele negou que tenha sido procurado.

Já Murilo Portugal, que diz não ter recebido contato de ninguém, esteve na Secretaria Executiva do Ministério da Fazenda de 2005 a 2006 e foi presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) por nove anos.

Por fim, existe a possibilidade de Henrique Meirelles, atual secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo e ex-presidente do Banco Central durante todo o governo Lula, de 2003 até 2010. O empresário foi também ministro da Fazenda do governo Michel Temer, vice de Dilma Rousseff após ela sofrer um processo de impeachment em 2016.

O nome de Meirelles agrada Lula, mas alguns petistas acham ele “liberal demais”. Para esses membros, uma opção melhor seria indica-lo, novamente, para o comando do Banco Central.

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