Queda da popularidade de Bolsonaro preocupa ministros e assessores

A queda da popularidade do presidente Jair Bolsonaro e os protestos pró-impeachment realizados no fim de semana em 21 capitais e no Distrito Federal colocaram o Planalto em estado de alerta.

O presidente mantém o discurso de que não está preocupado com popularidade nem pesquisa, mas assessores e ministros próximos temem que os indicadores de reprovação sigam em alta.

A recente pesquisa Datafolha mostrou que 40% dos entrevistados classificaram o governo como ruim ou péssimo. O índice era de 32% no último levantamento, entre 8 e 10 de dezembro.

Os auxiliares de Bolsonaro apontam o fim do auxílio emergencial como um do principais motivos para a queda na popularidade. Por isso, a prorrogação do benefício ganhou força no governo nos últimos dias, mas esbarra no Ministério da Economia e na falta de espaço no orçamento.

Os presidentes da República, Jair Bolsonaro (Foto: Carolina Antunes/PR)

No Planalto, a avaliação é de que a adesão aos protestos pró-impeachment está baixa e, por ora, não preocupam. Mas o governo vai manter o monitoramento para medir a aumento ou arrefecimento do clima das ruas.

Sindicatos pretendem convocar novos protestos para 1º de fevereiro, dia das eleições na Câmara e no Senado. Amanhã, os partidos Rede, PSB, PT, PCdoB, PDT e Psol protocolam mais um pedido de impedimento de Bolsonaro. Desde o início de seu mandato, 61 foram protocolados na Câmara.

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