MS tem tendência de alta nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave
21, agosto 2020 .
18:17

MS tem tendência de alta nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave

Possibilidade de aumento foi identificada na macrorregião de Três Lagoas, integrada por outros nove municípios

Os Estados de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí e Tocantins têm regiões em que o número de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) tende a aumentar, segundo estimativa do Boletim Infogripe, divulgado hoje pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O foco maior em MS é na macrorregião de Três Lagoas, que reúne outros 9 municípios.

Pela primeira vez o boletim informa as tendências na curva de casos, apontando locais em que há possibilidade alta  – maior que 95% – ou moderada – maior que 75% – de aumento ou queda no número de casos. No caso de Mato Grosso do Sul, na macrorregião de Três Lagoas, a tendência de alta é moderada, com mais de 75% de chances.

Além de Três Lagoas, integram  a macrorregião os municípios de Água Clara, Aparecida do Taboado, Bataguassu, Brasilândia, Cassilândia, Inocência, Paranaíba, Santa Rita do Pardo e Selvíria.

A análise dos dados das últimas seis semanas permitiu que os pesquisadores identificassem uma possibilidade alta de crescimento (mais de 95%) nos casos de SRAG no semiárido do Piauí, e nas macrorregiões do Leste do Sul e no Jequitinhonha, em Minas Gerais. Já no noroeste e no oeste do Paraná, no norte de Tocantins, a tendência também de alta é moderada, com mais de 75% de chances.

Nas demais regiões do país, há tendência de estabilização ou queda, segundo o boletim. O município do Rio de Janeiro manteve um sinal de estabilização após um leve aumento em semanas anteriores, cenário que sugere cautela para novas medidas de flexibilização, segundo a Fiocruz.

O Infogripe divulgado hoje é referente aos dados que foram inseridos no Sistema de Informação de Vigilância da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 16 de agosto e compõem a Semana Epidemiológica 33, período que vai de 9 a 15 de agosto. Os casos notificados de SRAG apresentam tendência de queda, entretanto, todas as regiões do país continuam na chamada zona de risco, quando a ocorrência dos casos está acima do patamar de atividade muito alta.

A expectativa, segundo o boletim, é que o número de casos de SRAG na Semana 33 possa chegar a 99,4 mil. Entre os pacientes em que a ação viral é confirmada, 99,2% dos casos são da covid-19; 0,2%, de Influenza A; 0,1%, de Influenza B; e 0,1% de vírus sincicial respiratório (VSR). O total de registros de óbitos no Sivep-Gripe, independente de sintomas, é de 151.890, com estimativa atual de 162.526.