Por que sentimos mais sono no frio? Especialista explica
8, julho 2021 .
15:00

Por que sentimos mais sono no frio? Especialista explica

Os dias de frio intenso podem ter dado uma trégua, mas vale lembrar que o inverno continua e que ainda ainda teremos pela frente dias com os termômetros em queda. Os meteorologistas já anunciaram que no dia 15 de julho nova massa de ar polar vai derrubar as temperaturas em todo o Brasil. É nesta época que algo é quase que unânime: sentimos mais sono e a tendência é dormir mais.

Vontade de ficar dormindo aumenta nos dias frios (Pixabay)

Heloisa Ferraz Troijo, neurologista  especialista em Medicina do Sono e cooperada da Unimed Campo Grande tem a resposta para as causas de ambas as situações.

“No inverno temos menor incidência da luz solar, resultando em dias ‘mais curtos’. O nosso ciclo sono-vigília é regulado principalmente pela luminosidade. Com os dias terminando mais cedo, também produzimos a melatonina (hormônio do sono) mais cedo, fazendo com que o período de sono se inicie antes do horário habitual”, explicou.

A médica ainda pontua que no inverno as pessoas têm o costume de adquirir hábitos que propiciam essa vontade de dormir mais, como a redução da atividade física no período noturno e o aumento da ingestão calórica.

Para evitar que isso aconteça e fazer o dia render, a especialista conta que é importante “ter horários regulares para dormir e acordar, evitar cochilos durante o dia e atentar-se para não exagerar nas refeições noturnas. Além disso, exercitar-se durante o dia ajuda a permanecermos mais acordados”.

Por fim, Heloísa Troijo compartilha uma dica para os que, em dias de baixas temperaturas, desejam dormir melhor: usar meias.

“A queda da temperatura do nosso corpo durante a noite faz parte do processo do sono e o uso de meias propicia a vasodilatação periférica, que é o aumento da circulação do sangue nas mãos e nos pés, levando à queda mais rápida da temperatura central e, portanto, um início de sono mais rápido”, informa a especialista.

“Vale ressaltar que as pessoas que apresentam problemas de circulação nas pernas ou dificuldade de mobilidade devem ter cuidado”, adverte a médica.