Ferroadas de insetos podem ser graves e causar anafilaxia
9, dezembro 2021 . 19:00

Ferroadas de insetos podem ser graves e causar anafilaxia

Com o aumento da temperatura cresce também quantidade de insetos e, por isso, é importante se proteger. Picadas por pernilongos e borrachudos geralmente causam reações alérgicas locais, como coceira, e a possível ocorrência de inchaço na região onde ocorreu a lesão. Nesses casos, a orientação dos especialistas é usar uma pomada antialérgica para aliviar os sintomas.

Mas há um outro grupo de insetos que pode desencadear reações alérgicas mais graves, como a anafilaxia, por exemplo. É o caso de formigas, vespas e abelhas.

A anafilaxia pode provocar urticas, que são lesões altas, elevadas, que coçam bastante. Podem ser acompanhadas de inchaços deformantes de pálpebras, lábios e orelhas. Sintomas respiratórios também estão associados, provocando falta de ar, tosse e chiado no peito.

Sintomas gastrointestinais também surgem na anafilaxia, como diarreia, náuseas, vômitos e cólicas abdominais, além dos sintomas cardiovasculares, com queda de pressão, tonturas e a parada cardiorrespiratória.

“Nem todas as anafilaxias vão resultar em paradas cardiorrespiratórias, que é o choque anafilático”, explica a médica Alexandra Sayuri Watanabe, Coordenadora do Departamento Científico de Anafilaxia da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

Tratamento

Para pessoas com reações mais graves, há o tratamento de imunoterapia ao veneno específico, muito eficaz nas anafilaxias provocadas pelas ferroadas de abelhas, formigas e vespas.

“A imunoterapia específica diminui a chance de uma nova reação sistêmica caso a pessoa seja exposta novamente, ou seja, após outra picada ou ferroada. Esse tratamento só pode ser indicado por médico especialista, após avaliação clínica minuciosa, exames laboratoriais e com a realização de testes cutâneos”, explica Alexandra.

Outro ponto importante a ser destacado é a adrenalina autoinjetável. É um dispositivo que contém a adrenalina, mas que ainda não é fabricado no Brasil, e o acesso é só via importação e é utilizada também no pronto atendimento.

“A adrenalina é o medicamento que salva vidas no tratamento emergencial da anafilaxia e, cada vez mais, as sociedades médicas e a população se mobilizam para que possamos ter um acesso maior a esse dispositivo”, diz a especialista da ASBAI.