Vale retoma operações no Complexo de Vargem Grande, em MG

A Vale vai retomar as operações a seco do Complexo de Vargem Grande, em Nova Lima (MG). De acordo com a empresa, a autorização foi concedida pela Agência Nacional de Mineração (ANM), que determinou retorno parcial das atividades.

Por determinação da ANM, as operações no complexo foram interditadas no dia 20 de fevereiro de 2019 como forma de “prevenir eventuais gatilhos que pudessem comprometer a estabilidade das barragens no local”, em decorrência de atividades desenvolvidas no local.

Segundo a Vale, além de parcial, a autorização permitirá o retorno progressivo das operações a seco do complexo, totalizando em torno de 5 milhões de toneladas (Mt) de produção adicional em 2019. Como consequência, vai incrementar a oferta de Brazilian Blend Fines (um tipo de minério de ferro).

“A Vale reafirma seu guidance de vendas de minério de ferro e pelotas de 307-332 Mt em 2019, anteriormente divulgado, e informa que a expectativa atual é que as vendas se situem ao redor do centro da faixa”, informou em nota.

No dia 20, a Vale divulgou uma nota informando que coordenaria com as autoridades a realocação das pessoas situadas na Zona de Autossalvamento (ZAS) da barragem. Essa medida dava continuidade ao processo de descomissionamento da barragem a montante de Vargem Grande.

Naquela data, a empresa relatou ainda que tinha começado a preparação para a realocação das pessoas nas ZAS associadas ao descomissionamento das barragens Forquilha I, Forquilha II, Forquilha III e Grupo, que fazem parte das dez barragens a montante inativas remanescentes da companhia. Isso fazia parte do plano de aceleração de descomissionamento anunciado pela Vale no fim de janeiro para o descomissionamento de todas as suas barragens a montante.

Conforme a empresa, em Nova Lima, a remoção abrangeria moradores de 33 domicílios, com cerca de 100 residentes permanentes, numa região localizada a 52 quilômetros da sede da cidade. Em Ouro Preto (MG), eram oito domicílios, com cerca de 25 residentes permanentes, na área rural da cidade, a aproximadamente 15 quilômetros da localidade de Engenheiro Correia. Todos deveriam deixar suas casas naquele dia de forma ordenada. Antes da remoção, a Vale acionou o sistema de sirenes para avisar à população local.

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