Bolsonaro recuou de cortes na Educação, dizem deputados; governo nega

Líderes de partidos se reuniram ontem com o presidente Jair Bolsonaro e afirmam que, durante a reunião, o presidente ligou para o Ministério da Educação (MEC) mandando cancelar o contingenciamento de gastos na pasta. O governo, por sua vez, negou que isso tenha acontecido.

“O presidente anunciou para oito líderes de partidos. Nós fizemos um apelo para que o ministro da Educação não cortasse. Ele ligou para o ministro e falou: ‘Não vamos cortar’. Falou que não há necessidade de fazer esse corte agora”, disse José Nelto (GO), líder do Podemos na Câmara sobre o cancelamento dos cortes na Educação, ao jornal O Globo.

Além dele, estavam presentes representantes do Patriota, Novo, Cidadania (antigo PPS), PSL e PSC, entre outras legendas. O próprio líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (PR), corrobora a versão de que Bolsonaro teria ordenado a suspensão da medida, afirmando que o presidente teria conversado diretamente com o ministro Abraham Weintraub.

“O presidente ligou para o ministro na nossa frente e pediu para rever. O ministro tentou contra-argumentar, mas não tem conversa”, disse o Delegado Waldir ao UOL. “Na nossa frente, o presidente ligou para o ministro, disse que era uma determinação de que não haveria mais contingenciamento e ponto”, concordou o líder do Novo, Marcel Van Hattem (RS).

Os Ministérios da Casa Civil e da Economia divulgaram notas negando a afirmação dos parlamentares. “Não procede a informação de que haverá cancelamento do contingenciamento no MEC. O governo está controlando as contas públicas de maneira responsável”, diz a nota da Casa Civil.

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