Aumenta rejeição a Bolsonaro após divulgação de vídeo, aponta estudo da FGV

O vídeo da reunião ministerial tornado público por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) conseguiu mobilizar um grupo de críticos da direita à esquerda na rejeição ao governo Bolsonaro e deixou a base pró-governo ainda mais isolada.

É o que mostra monitoramento das discussões e interações no Twitter feito pela Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas: o repúdio ao governo Bolsonaro alcançou mais de 58,4% das interações no Twitter em 24 horas, gerando uma nova convergência da oposição, que desta vez reuniu desde deputados da esquerda ao ex-ministro da Justiça Sergio Moro.

Já a base de apoio ao presidente também esteve bastante ativa, chegando a 19% das interações. No entanto, apesar da “energização”, a base bolsonarista se mantém “cada vez mais isolada” e “dependente dos próprios influenciadores e da atividade destes. “Ao contrário da base de oposição, que agora conta com ex-membros do governo e antigos apoiadores de Bolsonaro”, afirma o estudo.

A discussão em torno do conteúdo da reunião ministerial deixou à margem o tema da pandemia. Um dos temas de maior repercussão foram os comentários do ministro da Educação, Abraham Weintraub, que sugeriu a prisão dos ministros do Supremo.

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