Partido de Bolsonaro é o mais fiel a Temer na Câmara
26, julho 2018 . 14:04

Partido de Bolsonaro é o mais fiel a Temer na Câmara

Fidelidade do PSL nas votações na Câmara é maior do que a do MDB, partido de Temer

O deputado federal e pré-candidato à presidência da República Jair Bolsonaro procura se apresentar ao eleitorado como um político diferente de todos os outros. O PSL, contudo, partido dele na corrida pelo Planalto, prima pela fidelidade ao governo de Michel Temer.

De acordo com levantamento realizado pela consultoria Arko Advice, o partido de Bolsonaro, que conta com oito deputados, foi o mais fiel a Temer em votações na Câmara em 2018 – ultrapassado o PSDB de Geraldo Alckmin, os partidos do chamado ‘centrão’ e o próprio MDB de Temer.

Em 67,73% das votações de pautas de interesse do governo na Câmara dos Deputados o PSL votou como queria Temer. Atrás dele vêm o MDB, em sintonia com o governo em 64,34% das votações. O PSDB ocupa o terceiro lugar no ranking de fidelidade ao governo, acompanhando Temer e 63% das votações.

Entre as pautas respaldadas pelo PSL de Bolsonaro está a lei que permite a venda direta de petróleo do pré-sal pertencente à União e a abertura de crédito especial ao poder Executivo superior a R$ 430 milhões, entre outros temas.

Ainda de acordo com o levantamento, os partidos que apresentam maior resistência às demandas do governo são o PDT de Ciro Gomes, que respaldou Temer em 23% das votações, a Rede de Marina Silva, apoiando pautas do governo em 18% dos pleitos na Câmara, e o PT, que apoiou o governo em apenas 5% das votações.

Se do ponto de vista das votações no Congresso Bolsonaro não se distância dos demais políticos, suas falas e posicionamentos públicos têm causado aversão entre as lideranças partidárias.

Terceira pessoa a ser procurada para ocupar a vaga de vice de Bolsonaro (PSL), a advogada Janaína Paschoal pode engrossar a lista de “nãos” recebida pelo deputado federal em sua jornada em busca de alianças políticas.

Cotada como vice pelo partido de Bolsonaro, Janaína alegou que problemas familiares a impossibilitariam de aceitar o convite do militar reformado. Se ela decidir por não compor a chapa, não será o primeiro “não” ouvido pelo deputado nas últimas semanas. O congressista mantinha a esperança de ter o senador Magno Malta (PR) como vice, mas ele recusou a posição para se candidatar à reeleição no Senado. Bolsonaro, então, foi atrás de Augusto Heleno, general reformado do Exército, que tampouco se interessou pela vaga.